Certidões para visto e cidadania: o que os consulados pedem
Pilar · 7 min de leitura · Atualizado em junho de 2026
Vai pedir visto, residência ou cidadania? Veja as certidões brasileiras que os consulados pedem, a Apostila de Haia, a tradução juramentada e por que a recência do documento é tão importante.
Pedido de visto, residência ou cidadania no exterior quase sempre envolve provar que você não tem antecedentes criminais e que está regular com o país de origem. Os documentos brasileiros existem e são acessíveis — o que costuma travar o processo é a forma: apostilamento, tradução e, principalmente, a recência exigida pelo consulado. Veja o que preparar e em que ordem.
Antecedentes criminais da Polícia Federal
A peça central de quase todo processo migratório é a Certidão de Antecedentes Criminais da Polícia Federal — o 'nada consta' de âmbito federal, baseado no SINIC. É ela que consulados e autoridades de imigração aceitam como prova de idoneidade do requerente brasileiro. A validade no Brasil é de 90 dias, e muitos países exigem que a certidão tenha sido emitida há poucos meses.
Apostila de Haia: o que torna o documento válido lá fora
Uma certidão brasileira, sozinha, não tem efeito automático no exterior. Para valer em países que assinaram a Convenção de Haia, ela precisa receber a **Apostila de Haia**, aposta em cartório autorizado, que confirma a autenticidade do documento perante esses países. Sem apostilamento, é comum o consulado simplesmente não aceitar a certidão.
Tradução juramentada
Além da apostila, a maioria dos países pede que a certidão seja apresentada no idioma local, por meio de tradução juramentada feita por tradutor público. A ordem importa: em geral se emite a certidão, depois se apostila e, por fim, se traduz — às vezes apostilando também a tradução. Confira sempre a exigência específica do consulado de destino antes de começar.
Quitação eleitoral, quando exigida
Dependendo do processo, também é pedida a Certidão de Quitação Eleitoral do TSE — sobretudo quando o consulado quer demonstrar regularidade do requerente com o Estado brasileiro, ou quando ela é necessária para emitir ou renovar o passaporte usado na viagem. Ela não tem validade fixa em lei, mas, como as demais, deve ser recente.
A recência é o detalhe que mais reprova
O motivo número um de uma certidão ser recusada lá fora não é o conteúdo, é a data. Cada país tem sua régua — três meses, seis meses — e conta a partir da emissão (às vezes do apostilamento). Por isso a sequência certa é só começar a apostilar e traduzir quando já souber a janela de entrega, para o documento não vencer no meio do caminho.
- 1Confirme, no consulado de destino, quais certidões pedir, se exigem apostila e qual a recência aceita.
- 2Solicite a certidão de antecedentes criminais (e a quitação eleitoral, se for o caso).
- 3Apostile o documento em cartório autorizado.
- 4Faça a tradução juramentada para o idioma exigido, apostilando também a tradução se o país pedir.
Gratuitas na fonte; o despachante organiza a sequência
As certidões são gratuitas nos sites oficiais dos órgãos: os antecedentes criminais no site da Polícia Federal e a quitação eleitoral no portal do TSE (apostila e tradução juramentada são serviços de cartório e de tradutor, à parte). O SICERT é um despachante digital particular, sem vínculo com o governo: solicitamos as certidões em seu nome e entregamos os PDFs no e-mail, orientando a ordem do apostilamento e da tradução para o seu destino.
Perguntas frequentes
Quais certidões os consulados costumam pedir?
A mais comum é a certidão de antecedentes criminais da Polícia Federal ('nada consta'). Dependendo do processo, também a quitação eleitoral do TSE. Confira sempre a exigência específica do consulado de destino.
Preciso apostilar a certidão para usar no exterior?
Na maioria dos casos sim. Para valer em países da Convenção de Haia, a certidão precisa da Apostila de Haia, feita em cartório autorizado. Muitos países também pedem tradução juramentada.
Por quanto tempo a certidão vale lá fora?
Depende do país. A validade no Brasil dos antecedentes é de 90 dias, mas cada consulado tem sua régua de recência. Emita perto da entrega para o documento não vencer durante apostila e tradução.
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